
O candidato a governador Ciro Gomes (PSDB) foi às redes sociais para, ao lado de André Fernandes (PL) pedir voto para o aliado, que concorre à reeleição para a Câmara dos Deputados.
“Quero que ele bata o meu recorde”, disse Ciro, que em 2006 obteve a maior votação proporcional do Brasil – foram 667.830 votos, o equivalente a 16,19% do então eleitorado votante.

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A meta é difícil, mas não impossível. Controlador do endinheirado PL no Estado, André faz campanha com estrutura gigantesca. É o candidato com maior presença no rádio e TV.
Puxador de votos da direita, o deputado federal faz uma espécie de test drive para a disputa eleitoral de 2028, quando deverá, novamente, disputar a Prefeitura de Fortaleza – hoje sob o controle do PT.
Há dois anos, André teve 705.295 votos no segundo turno e por pouco não derrotou o hoje prefeito Evandro Leitão (PT). Mas são situações e eleições muito diferentes – incomparáveis.
PL TERÁ MAIOR BANCADA
Em todo o caso, o desafio colocado por Ciro anima os integrantes da chapa. Quanto mais votos André tirar, mais chances terá o PL de consolidar-se como a maior bancada do Ceará em Brasília.
Quem acompanha de perto a movimentação das candidaturas e dos partidos vê o PL passar de 1,2 milhão de votos.
Por ora, no entanto, as projeções de interlocutores do PL são mais modestas do que o desafio colocado por Ciro. André estaria com piso de 350 mil e teto de 450 mil votos.
O quoeficiente eleitoral destas eleições para federal no Ceará está acima de 230 mil votos por cabeça – é difícil cravar com precisão.
Depois de André, o PL tem pelo menos três nomes fortes, com potencial de votação muito expressiva – acima de 150 mil votos -, com destaque para Matheus Noronha.
Carmelo Neto e Priscila Costa correm em faixas eleitorais semelhantes. A dupla é seguida por Dr. Jaziel, cujas projeções apontam para mais de 100 mil votos.
PEDRO MATOS NA SEXTA
O fato é que o PL-CE projeta eleger entre cinco e seis deputados – os cinco citados acima entrariam, diretamente. A sexta cadeira vai depender das chamadas sobras eleitorais.
Funciona assim. Essa ultima cadeira será do partido que tiver sobras de cerca de 190 mil votos. Mas o candidato precisa alcançar, no mínimo, 20% do quoeficiente eleitoral.
Se confirmados os 230 mil votos por vaga, estamos falando de 46 mil eleitores.
Especialistas em cálculos eleitorais avaliam que, nesse panorama, Pedro Matos pode ser puxado para a sexta e última vaga do partido.
Também são citados Julierme Sena, Pp Cell, Lucinildo Costa, Moroni Torgan, Alcyvania Pinheiro, Kamila Cardoso, Danilo Ribeiro, Priscila Rocha e Coronel Bezerra, entre outros.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

