
O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou novas diretrizes para o uso de inteligência artificial nas escolas. Entre as medidas está a proibição do uso de IA para corrigir e atribuir notas a redações e provas dissertativas em todas as etapas de ensino.
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As regras também estabelecem limites para o acesso de crianças da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, até o 5º ano, a ferramentas de IA sem supervisão.
Para especialistas, as mudanças reforçam a necessidade de preparar professores e gestores para utilizar a tecnologia de forma crítica e responsável.
Levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado em outubro de 2025, aponta que 56% dos professores brasileiros usam recursos tecnológicos para preparar aulas e buscar estratégias de ensino.
Ao mesmo tempo, 64% afirmam não ter conhecimentos ou habilidades suficientes para utilizar ferramentas de inteligência artificial.
Para Flávia Ferreira, professora e sócia da G&T Controller, a capacitação deve acompanhar a expansão da tecnologia. Segundo ela, professores e gestores precisam compreender os recursos e limitações da IA para avaliar os resultados produzidos pelas ferramentas.
O especialista Cláudio Falcão, sócio da G&T Controller, também destaca a importância de avaliar infraestrutura, conectividade e processos antes da adoção de novas tecnologias.
As novas diretrizes entrarão em vigor após homologação pelo Ministério da Educação (MEC) e publicação no Diário Oficial da União (DOU), enquanto as proibições previstas no parecer terão aplicação imediata.

