
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manifestou novamente apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência do Brasil.
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As declarações foram dadas em entrevista à revista francesa Le Point, divulgada nesta semana, às vésperas das eleições brasileiras.
Durante a conversa, Milei classificou Lula como “ladrão” e afirmou que o presidente brasileiro teria deixado a prisão em razão de uma decisão que, segundo ele, teria sido articulada por um “juiz cúmplice”. As declarações retomam críticas que o argentino já havia feito anteriormente ao chefe do Executivo brasileiro.
Milei também declarou esperar que seu “amigo” Flávio Bolsonaro seja eleito no pleito de 4 de outubro. Segundo o presidente argentino, uma eventual vitória do senador permitiria a implementação de reformas de orientação liberal no Brasil. O argentino já havia participado, em julho, do evento que oficializou a candidatura de Flávio e manifestado apoio ao parlamentar.
Na entrevista, Milei ainda acusou Lula de ter tentado interferir nas eleições argentinas de 2023. Sem apresentar provas ou identificar nominalmente os envolvidos, afirmou que profissionais brasileiros teriam sido enviados a Buenos Aires durante a campanha.
A declaração faz referência à atuação de uma equipe de publicitários brasileiros que trabalhou para a campanha de Sergio Massa naquele período.
O presidente argentino também defendeu medidas adotadas por seu governo para expulsar estrangeiros que, segundo ele, tenham participado de ações consideradas de interferência política na Argentina.
Milei afirmou que pessoas que atuavam como jornalistas, fotógrafos, professores universitários ou estudantes já teriam deixado o país.
Além das críticas ao governo brasileiro, Milei abordou na entrevista temas relacionados à política internacional, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU), a disputa pelas Ilhas Malvinas e sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Ele também afirmou que pretende disputar a reeleição na Argentina em 2027.


