
A fuga do candidato derrotado à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), representa tapa na cara de quase 60 milhões de brasileiros que apertaram o 22 na cabina de votação, no último domingo, 25.
Em menos de três dias, a direita brasileira foi de opção de poder nacional a vexame internacional. Além da queda e o coice, o cavalo sentou em cima.

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A metáfora, entretanto, vale mais pela decisão do senador em deixar o País do que pela surpresa. Ninguém neste País tem o direito de não saber da ficha criminal do agora fugitivo.
Para ficarmos nas acusações mais pesadas, Flávio é apontado como lavador de dinheiro em pelo menos dois casos: em plataformas de apostas e na produção do filme “Dark Horse”.
O bolsonarismo chegou ao poder no Brasil, em 2018, após capturar o sentimento antipetista e sequestrar o ideário da direita. Oito anos depois, a história quase se repete.
Como aqui dito várias vezes, o bolsonarismo preferiu perder a disputa de 2026 com um sobrenome do clã na cabeça de chapa a ceder para um aliado político.
A razão é muito simples: manter o controle político de quase metade do eleitorado brasileiro, para satisfação da família Bolsonaro patrimonialista, que vai muito bem, obrigado.
O antipetismo, explorado pelos líderes bolsonaristas, é um problema do PT. Mas a direita, refém política do bolsonarismo, precisa ter vida própria e autonomia.
Ao longo da pré-campanha, deu-se um incipiente movimento de separação. É possível que haja projeto de Brasil na centro-direita, para além das insanidades e crimes cometidos por bolsonaristas.
Esse pode ser o caminho. Sem independência em relação ao bolsonarismo, a direita não tem futuro.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.


