
Há dois dias, um único assunto destaca-se entre os demais em todo o País: a fuga do candidato derrotado à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), para os Estados Unidos.
Nesta quarta-feira, 28, o caso escalou, com a publicação de uma carta pelo senador, na qual afirma que houve fraude eleitoral no domingo, 25, repete que não reconhece o resultado eleitoral e se diz perseguido político.

Quem é Erivaldo Carvalho
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Por mais estranho que pareça, o chamado terceiro turno pode ser proveitoso para o governo Lula. Em primeiro lugar, porque a narrativa de Flávio não se sustenta.
O resultado está consolidado e reconhecido – inclusive, por lideranças do partido dele e demais integrantes do entorno do senador.
Mesmo assim, a grande tendência é a pauta Flávio seguir encharcando as redes sociais e escorrendo para setores da imprensa. Afinal, estamos falando de quase 60 milhões de votos.
Aqui entra o presente que Flávio entrega para Lula. O debate, que ninguém sabe onde vai dar nem por quanto tempo será alimentado, poderá funcionar como cortina de fumaça sobre os gargalos do governo.
Ainda no domingo à noite, enquanto petistas sapateavam a virada, resumimos aqui alguns desafios para o governo Lula 4.
O presidente vai receber dele mesmo um país dividido, endividado, estagnado e violento; o Congresso Nacional será osso duro de roer e o Judiciário precisa melhorar muito para ficar ruim.
Ao desembarcar em solo americano e dizer que vai liderar de lá a oposição às forças políticas que seguem no poder no Brasil, Flávio entrega de bandeja palanque e discurso para Lula.
Por muito menos o petista já trocou, nos últimos anos, rombo nas contas públicas, custo de vida galopante e escândalos de corrupção por temas como soberania, terras raras e regulamentação das big techs.
Na política, a figura de inimigos externos realçadas por governos sempre funcionou para desviar a atenção para onde todos deveriam olhar.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.


