
A Coluna inicia, nesta quinta-feira, 5, uma série de análises sobre os potenciais e desafios das próximas gestões petistas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Elmano de Freitas.
A dupla recebeu, no último mês de outubro, mais quatro anos de mandato. A trilogia será complementada pela gestão do também petista Evandro Leitão.

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Com a virada para a segunda metade do atual mandato, o prefeito de Fortaleza deverá mexer na gestão, adquirir mais fôlego e se preparar para tentar a reeleição, daqui a dois anos.
Salvo fatos que justifiquem edições extraordinárias da Coluna, as análises seguirão nesta sexta-feira, 6, e terminará no próximo sábado, 7. Comecemos por Lula.
PRIMEIROS SINAIS
A poeira do segundo turno presidencial sequer baixou e pelo menos dois fatos relevantes já impactam a gestão petista federal: a derrota eleitoral de Donald Trump e interrupção na queda de juros no Brasil.
Os dois fatos afetam, diretamente, o governo Lula. O fiasco trumpista, em tese, enfraquece o presidente dos Estados Unidos. Menos força, menos arrogância. Por tabela, o petista pode faturar, politicamente.
Já a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% pelo Copom é uma péssima notícia. Com endividamento histórico, o governo Lula terá grandes dificuldades em investimentos e ajuste fiscal.
Esse é o lado ruim de governantes reeleitos. Todos correm o risco de receber de si mesmos gestões com desafios na economia, por exemplo, o que, por óbvio, atinge a correlação das forças políticas.
Outro ponto do Lula 4 é o fato de o presidente não ter sido reeleito somente pela força do PT – terá de dividir espaço, principalmente, com o centrão, o que impactará na formação do novo ministério.
Isso, mais o avanço da oposição nos demais governos estaduais e a chegada de uma tropa de choque opositora no Congresso Nacional, nos leva a algumas questões práticas.
1- é uma grande quimera o PT esperar ocupar mais espaço no governo federal. Pelo contrário. Terá de ceder mesas e gavetas a novos cristãos. Isso serve para, inclusive, personagens cearenses.
2 – tudo dando certo e nada dando errado, Lula terá mais quatro anos de poder sob pressão de entregar mais e melhor. Sem isso, a alta rejeição não baixará, o que poderá levar o governo a flertar com o abismo.
3 – Não nos iludamos. O pós-Lula já começou. É só no que pensam aliados e não aliados. O que os dois lados têm em comum? Simples. Respectivamente, continuarem e chegarem ao Palácio do Planalto.
4 – Para os aliados: sem superar velhos e novos desafios, para fazer um Lula 4 muito melhor do que o Lula 3, fará pouco sentido se falar em legado ou espólio de Lula.
5 – Para a oposição: mesmo desgastado, governo é governo. Se não acertarem o prumo, o tosco bolsonarismo e a desorientada direita continuarão batendo na trave.
Boa quinta-feira.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.


