
O debate sobre a reforma tributária no Brasil é marcado por promessas de simplificação que, na prática, ignoram a base do problema. Segundo o colunista do Jornal Diário do Nordeste, Renan Azevedo, o sistema atual insiste em redistribuir o peso dos impostos sobre quem já produz, sem criar condições reais para o crescimento econômico e a confiança dos investidores.
Siga o Poder News no Instagram
De acordo com o advogado, a lógica tributária brasileira foca em arrecadar de quem está na formalidade, empurrando uma parcela da economia para a irregularidade por falta de viabilidade financeira. O custo elevado para contratar e produzir torna a conformidade fiscal um desafio insustentável para muitas empresas e trabalhadores.
O mercado de trabalho modernizou-se com novos modelos de remuneração, mas a fiscalização ainda trata práticas de produtividade como exceções onerosas. Uma política madura deveria estimular a formalização para ampliar a base arrecadatória de maneira inteligente, em vez de punir o contribuinte regular.
Ele também cita que, sem priorizar a produção e a eficiência, qualquer alteração no sistema será apenas um ajuste superficial que não resolve o desequilíbrio fiscal. O país precisa de uma estrutura que transforme a atividade produtiva em prioridade para garantir que a conta pública feche de forma sustentável.

