
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou neste sábado, 18, em Barcelona, que o maior desafio atual do governo é traduzir a agenda econômica para a população.
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Para o ministro, existe um descompasso evidente entre as decisões técnicas tomadas em Brasília e a compreensão do cidadão comum.
Durante o evento na Espanha, Durigan destacou que a gestão federal enfrenta dificuldades para comunicar como as políticas públicas impactam o cotidiano das pessoas.
Segundo o gestor, o governo ainda não conseguiu “conquistar corações” com suas propostas econômicas, que muitas vezes permanecem restritas ao campo técnico.
O ministro defendeu que a narrativa governamental precisa ir além dos indicadores fiscais, abordando temas como crescimento sustentável e igualdade social.
A ideia é tornar a pauta econômica mais humana e próxima das reais necessidades e aspirações da sociedade brasileira.
Como exemplo de tema abstrato para o público, Durigan citou a regulamentação do mercado de carbono.
Embora estratégica para o país, a lógica de penalizar atividades poluentes é vista como uma discussão complexa e distante da realidade da maioria dos brasileiros.
Outro ponto crítico levantado pelo ministro foi a exaustão da população com a burocracia estatal.
Ele afirmou que o cidadão está cansado de processos lentos que não resolvem problemas práticos, gerando uma percepção de ineficiência nos serviços públicos.
Diante desse cenário, o titular da Fazenda pregou a construção de um Estado mais ágil e livre de entraves.
A meta apresentada é simplificar a vida do contribuinte, garantindo que as políticas de transição energética e ajuste fiscal tenham resultados mais tangíveis e rápidos.
A fala ocorre em um momento em que o governo tenta ampliar o alcance de pautas como a redução do endividamento das famílias.
A avaliação interna é de que o sucesso dessas medidas depende da assimilação positiva por parte da opinião pública para gerar os efeitos sociais esperados.
Integrante da comitiva do presidente Lula na Europa, Durigan sinaliza um esforço para ajustar a comunicação oficial.
A estratégia visa melhorar a percepção popular sobre a economia, com foco especial no calendário eleitoral e na consolidação da base de apoio ao governo.

