
As eleições no Ceará deverão seguir a lógica nacional, com disputa voto a voto. Em outras palavras, a tal polarização, a exemplo de pleitos anteriores, será uma das marcas de 2026.
Levando este raciocínio para a corrida ao Senado, é razoável afirmar que as duas vagas em jogo serão divididas entre os palanques governista e oposicionista.

Quem é Erivaldo Carvalho
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É o que indica, inclusive, a média das últimas pesquisas de intenção de voto com algum grau de credibilidade. Continua depois da publicidade
A oposição tem pelo menos dois nomes consolidados ou com potencial político para fisgar uma das cadeiras: Capitão Wagner (União Brasil) e Alcides Fernandes (PL).
A vereadora Priscila Costa (PL) corre por fora, com tendência a disputar mandato de deputada federal, segundo admitem fontes da direita.
Também é citado o advogado e ex-reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Cândido Albuquerque (PSDB).
Tensão governista
Na base do governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), tensão e pressão devem ir até o limite do calendário eleitoral – as convenções partidárias acontecem entre 20 de julho e 5 de agosto.
Pelo menos cinco nomes são citados para disputar as duas vagas, abertas com o fim dos mantados de Cid Gomes (PSB) e Eduardo Girão (Novo).
Inicialmente, Cid lançou o deputado federal Júnior Mano (PSB). Nos últimos dias, entretanto, o ex-governador é admitido como integrante da chapa governista.
Se a tese prosperar, o mais prejudicado será o deputado federal Eunício Oliveira (MDB), que joga todas as fichas para voltar ao Senado – Casa já presidida por ele.
Explicando: Mano, o pesado pré-candidato de Cid, é um cenário. Outro é o próprio senador, com uma das maiores redes de apoio político da atualidade no Ceará, entrar, diretamente, na disputa.
De 1º para 2º voto
Eunício teve todos os motivos para comemorar a retirada do ministro José Guimarães (PT) da pré-corrida ao Senado. Ambos têm voto parecido. Foi, portanto, um empecilho a menos para o emedebista.
Com Júnior Mano, Eunício poderia ser o primeiro dos dois votos para o Senado na chapa governista. Com Cid, o emedebista vira segundo voto – e olhe lá.
Além dos personagens citados acima, a base conta com pré-candidatos de peso, que podem atrapalhar os planos do ex-presidente do Senado. A saber: Continua depois da publicidade
Domingos Filho (PSD) – terceira maior força política do Ceará – depois do PT de Elmano/Camilo Santana e do PSB de Cid -, pode ir para a vice ou Senado.
Chagas Vieira (PDT) – ligado à cúpula do Palácio da Abolição, é homem forte do grupo -, fará caminho semelhante a Domingos: vice ou Senado.
Chiquinho Feitosa (Republicanos) – liderança em ascensão, o empresário chegou a assumir, em 2021, o mandado de senador – foi suplente de Tasso Jereissati (PSDB). Agora, quer ser titular.
Ou seja, com a rifada de Guimarães, Eunício pode ter ganho uma batalha interna entre aliados, mas a guerra ainda nem começou.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

