
Com o lançamento oficial da pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) a governador do Ceará – sábado, 16 -, a pergunta automática e natural é: quem será o vice?
Conforme aqui já comentado, os bastidores da centro-direita cearense apontam para o nome do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União Brasil).

Quem é Erivaldo Carvalho
Siga o Poder News no Instagram
A ideia, admitida por fontes da Coluna, seria Ciro, na hipótese de chegar ao Executivo, seguir circulando em rodas nacionais, de olho na disputa presidencial de 2030. SEGUE DEPOIS DA PUBLICIDADE
No Estado, o vice seria uma espécie de ‘super primeiro ministro’, com poderes e controle da gestão estadual. É nesse contexto onde surge Roberto, aprovado e premiado prefeito da Capital.
Roberto e Ciro são muito próximos. Há quatro anos, a ambição de um e a intransigência de outro implodiram a aliança onde coexistiam PT, PDT e outras forças políticas.
Se é assim, por que RC ainda não foi anunciado vice de Ciro? A pergunta foi feita para alguns graúdos da direita cearense. Eis a resposta.
Nas negociações para a federação União Progressista (UP) apoiar Ciro, teria entrado, além do rearranjo no comando dos grupos, o acerto para Roberto Cláudio disputar uma cadeira de deputado federal.
As tratativas teriam sido amarradas com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. Um integrante do grupo no Estado afirma temer consequências, caso o acordo não seja honrado.
“Se o Roberto não for candidato a federal, o Rueda pode roer a corda”, disse uma das fontes, à Coluna. Em outras palavras: se RC for para a vice, a aliança PSDB-UP no Ceará poderá ser reconsiderada.
Em regra, dirigentes partidários nacionais priorizam a formação de bancadas federais. É lá onde está o diferencial, em peso político e rios financeiros.
O mesmo interlocutor da Coluna avalia que uma eventual candidatura de Roberto a federal vai impactar, positivamente, a corrida por cadeiras na Câmara dos Deputados.
“Ele sai muito bem votado em Fortaleza e Região Metropolitana, onde é muito respeitado e querido, e pinga em todo o Interior”, avaliou o leitor da Coluna.
Como lembrado acima, Roberto foi candidato a governador em 2022. Ficou em terceiro lugar, com mais de 730 mil votos (14,14%).
Outro observador avalia que o ex-prefeito de Fortaleza na vice de Ciro pode ser visto por aliados como desequilíbrio na chapa majoritária da oposição. SEGUE DEPOIS DA PUBLICIDADE
O União deve disputar uma das duas cadeiras ao Senado com Capitão Wagner. O nome do ex-deputado federal já estaria consolidado.
Há quem cite, ainda, a necessidade política e eleitoral de Ciro ter uma mulher na vice. Até agora, no entanto, esse ponto é tratado muito perifericamente.
Boa semana.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.


