Pois é. Mesmo com o palpite futebolístico nacional polarizado sobre a convocação de Neymar, eis que Carlos Ancelotti resolveu levar o camisa 10 do Santos para a campanha do hexa.
Na lista dos 26 convocados, aqui e ali há apenas confirmações, em meio a boas surpresas e algumas decepções.

Quem é Erivaldo Carvalho
Siga o PODER NEWS no Instagram
Mas é a música-tema oficial da Seleção Brasileira “Bate no Peito”, lançada pela CBF para a Copa de 2026, que já provoca discórdia em grupos e redes em geral. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Motivo: quem reprovou a letra da música – vozes de Ludmilla, João Gomes, Zeca Pagodinho, Samuel Rosa e Veighufanista -, viu benefício político ao atual governo. Isso é uma grande bobagem.
Ufanista, a letra fala de brasilidade, unidade de equipe, garra, fé, luta, superação e felicidade.
Mas quem discorda queria o quê? Que enviássemos nossos supostos melhores representantes embalados a refrãos que combinassem confusão e briga, tristeza e depressão, derrotismo e fracasso?
O governo Lula vai tirar proveito político da vibe? Claro que sim. Qualquer um tiraria. Principalmente, se o Brasil levantar a taça, no dia 19 de julho, em Nova Jersey (EUA).
Por outro lado – isso já foi dito aqui -, quando a vida vai mal ou, no caso em questão, se perdermos a Copa, não há dúvida de que parte da ressaca será endereçada ao CEP do Palácio do Planalto.
Então, amigos e amigas da esquerda, direita e centro: deixem de picuinha e se programem para viver mais uma copa, com seus delírios, xingamentos, encontros e reencontros. É o melhor a fazer.
Todo ano de eleição presidencial é ano de Copa do Mundo – e não há indício sério de que vitórias e derrotas no gramado tenham interferido nas urnas.
Ah!, voltando ao menino Ney. A convocação foi política. Se o Brasil ganhar o torneio mundial, Lancelotti acertou ao levá-lo. E se perder, o italiano não será culpado por não tê-lo listado.
CIRO E O VÁCUO A SER PREENCHIDO
Nesta segunda-feira, 18, dissemos aqui que o pré-candidato a governador do Estado, Ciro Gomes (PSDB), deverá adotar a narrativa do medo, esperança e heroísmo para avançar no eleitorado sobre o tema segurança pública.
Também comentamos que cabe ao governo explorar os resultados da gestão, mas que isso é insuficiente. Por quê? Porque decisão de voto não é, em sua maioria, racional.
Atento leitor da Coluna, o consultor em comunicação política Danilo Amaral fez os seguintes comentários: CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
“Isso. A prestação de contas todos os mandatários fazem, até porque é um dever institucional”, disse o especialista. “Mas não tem a força de uma boa narrativa”, completou.

Amaral segue, chamando a atenção para o possível vácuo. “Se há no cearense esse sentimento de abandono – segurança pública – há um espaço vago no emocional a ser preenchido”, diz o professor. “Ciro veio cuidar de nós”, sintetiza ele. Ponto.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.


