
Em mês de estreia da Seleção Brasileira em Copa do Mundo, vamos pegar o gancho do futebol e falar sobre erros que técnicos e jogadores, principalmente, cometem no jogo do poder.
Campanhas eleitorais e torneio mundial de futebol têm algo crucial em comum: ambos são muito curtos. Portanto, falhas – básicas ou estratégicas -, comprometem o caminho do título – ou a vitória nas urnas.

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Vejamos os sete erros mais frequentes:
1 – Não escolher bandeiras claras: candidaturas genéricas não funcionam. O eleitor reconhece, no máximo, três causas bem definidas. O resto é perfumaria. O menos é mais.
2 – Confundir popularidade com autoridade: democracia é jogo de aceitação, mas o candidato precisa ser referência em algo. É a chamada notoriedade no assunto. A fala do especialista sempre terá maior peso.
3 – Produzir qualquer conteúdo: mais do mesmo não se destaca na multidão. Frases de efeito não geram conexão. Surpreenda o leitor, positivamente, com criações relevantes. Ensine. Oriente. Proponha.
4 – Subestimar o valor do tempo: deixar para depois é atitude de alto risco. Em campanha eleitoral, quase toda oportunidade é única. Procrastinar não é opção. É flerte com a derrota.
5 – Ignorar comunicação humanizada: frieza e distância afastam potenciais eleitores. Não geram empatia – a virada de chave do voto. Mostrar a própria história de vida, de gente como a gente, é essencial.
6 – Negligenciar organização de informações: Listas e contatos comprados não funcionam. Nada substitui a base própria de dados. Cadastro voluntário e seguidores orgânicos são o alicerce do relacionamento.
7 – Desprezar regras eleitorais: é fácil e prático denunciar crimes eleitorais. O pequeno deslize de um membro da equipe compromete tudo. Sem respeitar a legislação, o candidato pode ganhar, mas não levar.
Boa semana, bom mês.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.


