
Quem não está em Marte ou só se liga em Copa do Mundo deve estar sabendo que o senador Jaques Wagner (PT-BA) está todo enrolado com o esquema do Banco Master.
Também deve ter constatado que a denúncia contra o petista mais do que iguala o jogo com a oposição: arrasta o governo Lula para o centro do maior crime financeiro da história do País.

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Para lembrar: o líder do governo no Senado é acusado de receber imóveis de luxo, benefícios pessoais e repasses financeiros de Daniel Vorcaro, líder da máfia. Em troca, o petista atuaria no Senado em favor de pautas estratégicas de interesse do esquema bancário.
Wagner alega inocência, entrou no Supremo Tribunal Federal contra a ação da Polícia Federal, mas não consegue se explicar. Por isso recorre ao presidente, de quem é amigo pessoal há pelo menos 40 anos – foram dirigentes sindicais juntos. Wagner foi ministro de Lula.
A expectativa é de que o senador deixe a liderança do governo, o que reduz a presunção de inocência do líder bichado. Por outro lado, a saída do petista pode aliviar para Lula, de olho no eleitorado da Bahia, o maior do Nordeste.
HISTÓRICO RUIM
O problema é que mesmo com a saída de Wagner, o presidente Lula já está com os dois pés no mastergate.
Para lembrar, parte 2. Foi a Wagner que Lula recorreu para empregar Guido Mantega no banco de Vorcaro.
Wagner é ex-governador da Bahia, estado de origem do banco. O ex-ministro da Fazenda passou a receber salário mensal de R$ 1 milhão. Intermediado por Mantega, consultor do Master, Lula recebeu Vorcaro, fora da agenda, no Planalto.
Para completar, Wagner declarou que Lula teve “problemas até maiores” e chegou a ser preso, mas foi inocentado e atualmente é presidente da República.
Essa daí eu deixo com os leitores da Coluna.
Bom São João!
Pra cima, Brasil!
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