
Após 20 anos desde o início das obras, a Ferrovia Transnordestina entra em uma nova fase e começa a ampliar as perspectivas de negócios no interior do Nordeste.
Siga o Poder News no Instagram
O projeto já recebeu cerca de R$ 11 bilhões em investimentos e tem avançado na ligação entre áreas produtoras e o Porto do Pecém, no Ceará.
A ferrovia é vista como uma alternativa para reduzir custos e melhorar o transporte de cargas produzidas no interior.
Entre os principais produtos com potencial de movimentação estão grãos e minérios, especialmente aqueles provenientes da região do Matopiba, formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Segundo Ismael Trinks, presidente da Transnordestina Logística, a conexão com o Pecém pode fortalecer o porto cearense como uma importante porta de saída para produtos agrícolas e minerais.
Além do escoamento da produção, a ferrovia poderá funcionar nos dois sentidos, levando para o interior insumos utilizados pelo agronegócio, como fertilizantes e calcário.
Com a expansão da infraestrutura, municípios do Sertão também passam a despertar maior interesse de empresas ligadas à produção, armazenagem e logística.
A expectativa do setor é que a melhoria do transporte contribua para a instalação de novos empreendimentos próximos ao trajeto da ferrovia.
O avanço da Transnordestina ocorre depois de anos de atrasos, paralisações e revisões no projeto.
Agora, a conclusão dos trechos em obras é apontada como estratégica para ampliar a integração logística do Nordeste e transformar o Sertão em uma área mais competitiva para a produção e distribuição de mercadorias.

