
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 11 de abril de 2024.
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O encontro ocorreu no gabinete do ministro, na sede da Corte, e contou com a participação de advogados ligados ao Banco Master.
A reunião aconteceu antes de julgamentos envolvendo processos de empresas do setor sucroalcooleiro. Na época, o Banco Master possuía bilhões de reais em créditos relacionados a precatórios dessas companhias.
As ações discutiam indenizações cobradas da União por prejuízos atribuídos ao controle de preços do setor.
Segundo estimativa da Advocacia-Geral da União (AGU), o impacto potencial das indenizações relacionadas ao conjunto de processos pode chegar a R$ 145 bilhões. A definição do STF sobre a validade dos pedidos teria influência direta sobre o valor dos créditos mantidos pelo banco.
Apesar da reunião, Gilmar Mendes votou contra os interesses defendidos pelo Banco Master em diferentes processos relacionados ao tema.
No caso da Destilaria Alcídia, por exemplo, o ministro se posicionou contra o pagamento do precatório, seguindo a tese defendida pela União. Ele ficou vencido no julgamento.
O encontro teria sido intermediado pelo empresário Francisco Feitosa, conhecido como Chiquinho Feitosa, que era cunhado de Gilmar Mendes na época.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Feitosa mantinha relação profissional com Vorcaro e teria auxiliado na aproximação entre os dois.
Em nota, Gilmar Mendes confirmou a audiência e afirmou que ela ocorreu em ambiente institucional, com a presença dos advogados do Banco Master.
O gabinete destacou ainda que o ministro manteve, nos julgamentos posteriores relacionados ao setor, posicionamentos contrários ao pagamento dos precatórios defendidos pelas empresas.

