
Se as eleições de 2026 fossem por estes dias, muito provavelmente o senador Cid Gomes (PSB) seria reeleito, e o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) conquistaria a outra cadeira.
Não. Não é mais uma pesquisa eleitoral, apesar de serem Wagner e Cid os dois que melhor pontuaram nos últimos levantamentos para esta corrida específica.

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É o fato de Cid ter admitido disputar a cadeira que já ocupa, segundo foi antecipado pelo jornalista Inácio Aguiar, do Sistema Verdes Mares (SVM). CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A informação muda o olhar sobre o pleito. Até então, não fazia sentido sequer listar Cid nas sondagens, já que ele refutava a ideia de concorrer.
RECALL E CAPILARIDADE
Antes de prosseguir: é curioso Cid e Wagner serem os nomes mais fortes, até aqui. Justamente, a dupla que protagonizou embates políticos dos mais ferrenhos nas últimas gestões.
Mas isso é história. Olhando para o presente e vislumbrando o futuro, constata-se certa lógica: Wagner tem muito recall, pelas várias eleições de que participou. Cid tem capilaridade, pelos muitos postos que ocupou.
Se a lógica seguir dando as cartas, governo e oposição fazem um senador, cada, conforme uma tese que vem lá de longe. Mas, atenção: a lógica não é muito assídua em assuntos políticos.
Diferentemente do dito acima, a eleição não será por esses dias – está marcada para daqui a mais ou menos quatro meses e duas semanas.
Até lá, há uma longa e animada pré-campanha, seguida de uma campanha, propriamente dita, com promessa de ser uma das mais duras e imprevisíveis dos últimos tempos.
CORRIDA DE OBSTÁCULOS
Para começar, Wagner e Cid não vão correr sozinhos. Pela oposição, há a pré-candidatura de Alcides Fernandes (PL), com a força do bolsonarismo.
Importante: contra Wagner pesa o impasse na cúpula nacional da Federação União Progressista que, num cenário ruim para ele, pode retirá-lo da disputa.
Na mesma raia da oposição, é bom ficar de olho em Cândido Albuquerque (PSDB). Próximo ao pré-candidato a governador Ciro Gomes (PSDB), ele se mexe para também entrar na disputa.
ACOMODAÇÕES
Entre governistas, o martelo ainda não foi batido para Cid ser o candidato. Há muitas acomodações a serem feitas, que passam pelo deputado federal Júnior Mano (PSB) pupilo do atual senador.
Outra questão: Eunício Oliveira (MDB), que muitos dão como rifado, não está morto, politicamente, apesar de estar definhando. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Por outros meios, ainda temos a inquieta Luizianne Lins (Rede), que observadores apontam como um bom nome ao Senado e que pode surpreender.
Na base governista, também são citados Domingos Filho (PSD) e Chiquinho Feitosa (Republicanos).
Para concluir e voltando a Wagner/Cid. O primeiro, caso seja candidato ao Senado, pode se beneficiar da musculatura de Ciro.
Já o segundo pode ajudar no projeto de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT).
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.


